MALÁRIA: O QUE É, QUAIS OS SINTOMAS E COMO EVITAR?

Tempo de leitura:3 minutos

A malária é uma doença infecciosa, febril, aguda e potencialmente grave. Ela é causada pelo parasita do gênero Plasmodium, transmitido ao homem, na maioria das vezes pela picada de mosquitos do gênero Anopheles infectados, também conhecido como mosquito-prego. No entanto, também pode ser transmitida pelo compartilhamento de seringas, transfusão de sangue ou até mesmo da mãe para feto, na gravidez.

Uma vez que o mosquito infectado pica o humano, os parasitas viajam até o fígado, onde se multiplicam e entram nas células vermelhas do sangue. Dentro dessas células, os parasitas se multiplicam rapidamente até elas se romperem, liberando ainda mais parasitas na corrente sanguínea e manifestando, nesse processo, os sintomas típicos da doença.

TIPOS

No Brasil existem três espécies de parasitas Plasmodium que afetam o ser humano: 

  1. P. falciparum: O mais agressivo é o P. falciparum, que se multiplica rapidamente na corrente sanguínea, destruindo de 2% a 25% do total de hemácias (glóbulos vermelhos) e provocando um quadro de anemia grave, além de pequenos coágulos que podem gerar problemas como tromboses e embolias em diversos órgãos do corpo. Por isso, a malária por P. falciparum é considerada uma emergência médica e o seu tratamento deve ser iniciado nas primeiras 24h do início da febre.
  2. P. vivax: causa um tipo de malária mais branda, que não atinge mais do que 1% das hemácias, e é raramente mortal. No entanto, seu tratamento pode ser mais complicado, já que se aloja por mais tempo no fígado, dificultando sua eliminação. Além disso, pode haver diminuição do número de plaquetas, o que pode confundir está infecção com outra doença bastante comum, a dengue, retardando o diagnóstico.
  3. P. malariae: possui quadro clínico bem semelhante ao da malária causada pelo P. vivax. É possível que a pessoa acometida por este parasita tenha recaídas a longo prazo, podendo desenvolver a doença novamente anos mais tarde.

SINTOMAS: 

Após a picada do mosquito transmissor, o parasita permanece incubado no corpo do indivíduo infectado, esse período depende de acordo com o tipo de malária, e varia de 7 a 28 dias. A seguir, surge um quadro clínico variável, que inclui: 

  • Febre alta;
  • Calafrios;
  • Sudorese; 
  • Dores de cabeça;
  • Dores musculares; 
  • Aumento do baço;
  • Taquicardia;
  • Delírios. 

Malária cerebral: É a infecção pelo protozoário P. falciparum,, responsável por cerca de 80% dos casos letais da doença. Os sintomas incluem:

  • Febre;
  • Dores de cabeça;
  • Rigidez na nuca;
  •  Perturbações sensoriais;
  •  Desorientação; 
  • Sonolência ou excitação;
  • Convulsões, vômitos, podendo o paciente chegar ao coma.

DIAGNÓSTICO: 

A recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é que o diagnóstico dos pacientes com suspeita de malária se dê por meio de exames parasitológicos por microscopia ou de testes rápidos de diagnósticos. O diagnóstico precoce é essencial para o bom prognóstico do paciente e depende da suspeição clínica.

Os pacientes são frequentemente diagnosticados de forma errônea e as verdadeiras causas de seus sintomas permanecem sem tratamento, fazendo com que o diagnóstico tardio e a falta de profissionais familiarizados com o quadro da doença foram da região endêmica seja a principal causa de morte por malária. 

TRATAMENTO:

A decisão de como tratar o paciente com malária deve estar de acordo com o Manual de Terapêutica da Malária, editado pelo Ministério da Saúde, e ser orientada pelos seguintes aspectos:

  1. Espécie de plasmódio: dependendo da espécie de plasmódio o paciente vai receber um tipo de tratamento;
  2. Gravidade da doença: pela necessidade de drogas injetáveis de ação mais rápida sobre os parasitos, visando reduzir a letalidade.

Sendo o tratamento mais eficiente para malária a terapia combinada à base de artemisinina (ACTs, em inglês), que possui um baixo nível de toxicidade, poucos efeitos colaterais e age rapidamente contra o parasita.

PREVENÇÃO: 

A prevenção da malária consiste no controle/eliminação do mosquito transmissor e pode se dar por meio de medidas individuais e coletivas, como: 

  • Uso de mosqueteiros;
  • Inseticidas; 
  • Uso de repelentes;
  • Telas de proteção em janelas e portas;
  • Uso de roupas que protejam pernas e braços; 
  • Drenagem de coleções de água;
  • Obras de saneamento para eliminação de criadouros do vetor;
  • Aterros;
  • Limpeza das margens dos criadouros;
  • Modificação do fluxo da água;  
  • Melhoramento da moradia e das condições de trabalho.

FICA A DICA! 

  1. Evite banhos em igarapés e lagoas ou expor-se a águas paradas ao anoitecer e ao amanhecer, horários em que os mosquitos mais atacam, se estiver numa região endêmica;
  2. Procure um serviço especializado se for viajar para regiões onde a transmissão da doença é alta, para tomar medicamentos antes, durante e depois da viagem;
  3. Não faça prevenção por conta própria e, mesmo que tenha feito a quimioprofilaxia, se tiver febre, procure atendimento médico;
  4. Nunca se automedique.

REFERÊNCIAS: 

https://portal.fiocruz.br/doenca/malaria#:~:text=A%20mal%C3%A1ria%20%C3%A9%20uma%20doen%C3%A7a,tamb%C3%A9m%20conhecido%20como%20mosquito%2Dprego.

https://bvsms.saude.gov.br/malaria-5/

https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/malaria/

https://www.paho.org/pt/topicos/malaria

https://www.msf.org.br/o-que-fazemos/atividades-medicas/malaria/?gclid=Cj0KCQiAtvSdBhD0ARIsAPf8oNn2Z2MrHnIHsbWvFNS5tzANhhBXW7GY8yIh8tIeyZzSP6nZ4iJyfhsaAjODEALw_wcB

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